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Dia das Mulheres e Meninas na Ciência: Mulheres, ciência e os limites do que foi reconhecido como conhecimento

Dia das Mulheres e Meninas na Ciência: Mulheres, ciência e os limites do que foi reconhecido como conhecimento
Publicado em
11 fevereiro 2026

A ciência, tal como se consolidou no mundo ocidental moderno, foi estruturada a partir de critérios de validação que privilegiaram determinados sujeitos, linguagens e tradições intelectuais. Esse processo não significou apenas a ausência de mulheres nos espaços formais, mas também a deslegitimação de saberes que não se enquadram nos parâmetros hegemônicos. Ao longo da história, a definição do que poderia ser reconhecido como ciência delimitou temas, perspectivas e corpos autorizados a produzir conhecimento. Esse movimento esteve articulado a processos coloniais, apagamentos e hierarquizações que hoje reconhecemos como formas de epistemicídio.

Reconhecer que a ciência não é neutra não significa negá-la, mas ampliar seus horizontes. Significa tensionar os critérios que definem legitimidade e abrir espaço para múltiplas experiências e formas de produzir saber.

É nesse contexto que destacamos as vozes de mulheres da Quanta que atuam na produção de conhecimento em diferentes áreas, da Ciência Política ao Planejamento Urbano e ao Serviço Social, evidenciando como suas trajetórias ampliam leituras e qualificam o debate científico.

Vozes da Quanta na ciência

Yasmim Menezes – Cientista Política

Ao atuar na Ciência Política, Yasmim destaca que a presença de mulheres influencia diretamente a compreensão do poder, do Estado e da democracia. A inserção feminina permite que novos temas, métodos e questionamentos emerjam, qualificando o rigor científico e fortalecendo o compromisso com os direitos humanos.

Yana Inoue – Arquiteta Urbanista

Na interface entre planejamento urbano e participação digital, Yana observa que, apesar de as mulheres representarem mais da metade da população mundial, ainda são sub-representadas nos processos científicos e decisórios. Garantir sua presença não é corrigir uma estatística, mas ampliar as leituras da realidade e produzir conhecimento capaz de lidar com sua complexidade.

Micarla Duarte – Assistente Social

Micarla relembra que a exclusão histórica das mulheres do acesso à educação foi também um espaço de luta e resistência. Hoje, sua presença nas diferentes áreas do conhecimento fortalece a equidade na produção científica e amplia a qualidade dos resultados, ao incorporar diversidade de perspectivas e experiências.
Conhecimento, equidade e responsabilidade social.

Maira – Arquiteta e Urbanista

Ao pesquisar e produzir conhecimento sobre cidades e lugares, Maira destaca que a presença de mulheres é fundamental para incorporar vivências e experiências femininas à crítica e à formulação do projeto urbano. Essa perspectiva evidencia desigualdades muitas vezes invisibilizadas nas abordagens hegemônicas e contribui para a construção de cidades mais democráticas, diversas e seguras, comprometidas com as necessidades da população.

Ao reunir essas trajetórias, evidenciamos que ampliar a presença de mulheres na ciência significa ampliar repertórios, tensionar estruturas e fortalecer a produção do conhecimento.
Quando diferentes experiências, saberes e percursos atravessam o fazer científico, ampliam-se também as possibilidades de leitura da realidade e de construção de soluções mais sensíveis e integradas aos diferentes lugares. Reconhecer esses caminhos é reconhecer que a ciência se fortalece quando se torna plural e que produzir conhecimento é um compromisso com equidade, responsabilidade social e com a ampliação das formas de compreender o mundo.

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