Ceará: Fortaleza (6 territórios), Caucaia, Maranguape, Maracanaú, Sobral, Crato, Juazeiro do Norte, Iguatu, Itapipoca e Quixadá.
6 meses
O Projeto Cidade Viva é uma iniciativa do Governo do Estado do Ceará, vinculada ao Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio), sob coordenação da Coordenadoria Executiva de Prevenção à Violência. O projeto tem como foco central qualificar a atuação governamental em ações de prevenção social e segurança pública, enfrentando vulnerabilidades que impactam especialmente crianças, adolescentes, jovens, gestantes, mulheres, egressos do sistema socioeducativo e população LGBTQIAPN+.
O Cidade Viva é realizado pela Quanta, em parceria com o Governo do Estado do Ceará, com execução técnica liderada por nossa equipe via parceria consorciada. A atuação articula planejamento urbano, participação social e qualificação de espaços públicos, como estratégia integrada de transformação territorial e prevenção da violência.
Inserção no Programa PReVio
O projeto está inserido no primeiro componente do PReVio — Prevenção à Violência Juvenil e de Gênero — com foco na requalificação de espaços públicos em territórios vulneráveis. Parte do entendimento de que a insegurança urbana restringe o uso da cidade, afetando diretamente a mobilidade e a inclusão social e econômica de grupos vulnerabilizados.
Ao promover a manutenção, requalificação e criação de espaços urbanos atrativos, o projeto busca estimular o pertencimento, o bem-estar coletivo e a convivência comunitária, desencorajando práticas de violência e ampliando o direito à cidade.
Objetivos principais
Abrangência territorial
O Cidade Viva contempla 15 territórios em 10 municípios do Ceará: Fortaleza (6 territórios), Caucaia, Maranguape, Maracanaú, Sobral, Crato, Juazeiro do Norte, Iguatu, Itapipoca e Quixadá.
Cada território pode ter mais de uma área de intervenção, desde que não ultrapasse o total de 2.000 m². Os Planos Territoriais de Intervenção Urbana (PTIU) também consideram o entorno imediato das áreas, com raio de até 500 metros, adotando uma abordagem ampliada.
Etapas e entregas
O Projeto Cidade Viva está organizado em quatro fases operacionais, cada uma com entregas técnicas específicas, articulando planejamento, participação e execução de forma contínua e integrada:
Fase 01 – Reconhecimento dos Territórios
Fase 02 – Representação e Planejamento Participativo
Fase 03 – Produção Técnica e Capacitação
Com essas etapas, o projeto assegura que cada intervenção seja fundamentada em conhecimento técnico, escuta qualificada da população e articulação com as políticas públicas locais. Essa abordagem garante não apenas entregas físicas, mas também o fortalecimento institucional dos municípios e a ampliação da capacidade de gestão urbana com foco na prevenção da violência.
Produtos principais
Condições de viabilização
Para que o Projeto Cidade Viva avance conforme o cronograma e alcance os resultados esperados, é fundamental a articulação entre Estado, municípios e o consórcio executor. A viabilidade técnica e operacional das ações depende da definição prévia dos territórios e das áreas específicas de intervenção, da instituição dos Grupos de Trabalho de Intervenções Urbanas (GTIU) em cada município, e da atuação ágil dos pontos focais locais.
Também são condições essenciais a garantia de apoio logístico para a realização das oficinas participativas e atividades de campo, bem como o repasse tempestivo de informações técnicas, normativas e urbanísticas que subsidiem os estudos e projetos a serem desenvolvidos pelo consórcio.
Esse alinhamento entre instâncias governamentais e técnicas é determinante para assegurar a efetividade das ações, a participação social qualificada e a entrega de produtos que respondam às demandas reais dos territórios.
Urbanismo social como instrumento de transformação territorial
O Cidade Viva é um marco na articulação entre urbanismo social, participação cidadã e segurança pública, promovendo a requalificação urbana de forma concreta e com escuta ativa das comunidades. A atuação da Quanta reafirma seu compromisso com a transformação de territórios a partir da justiça territorial, da gestão pública qualificada e da construção de cidades mais seguras, acessíveis e humanas.