Ramal Aeroporto do VLT de Fortaleza – Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental

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Fortaleza/CE

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Planos e Estudos Ambientais de alcance regional e setorial
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Transportes
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Descrição

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do Ramal Aeroporto–Castelão do VLT Parangaba–Mucuripe foi desenvolvido como etapa preparatória para subsidiar a avaliação da implantação de um novo trecho ferroviário de transporte de passageiros em Fortaleza (CE), voltado à integração do Aeroporto Internacional Pinto Martins à rede estruturante de VLT da cidade.

O estudo foi contratado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Infraestrutura (SEINFRA), com o objetivo de analisar, de forma integrada, a viabilidade técnica, econômica, socioeconômica e ambiental do empreendimento, fornecendo subsídios qualificados para a tomada de decisão pública quanto à alternativa mais adequada de implantação.

Contexto do Projeto e Integração ao Sistema de Transporte

A proposta do ramal ferroviário parte da necessidade de qualificar o acesso ao principal terminal aeroportuário do estado, promovendo maior integração entre o sistema de transporte coletivo urbano e o fluxo de passageiros gerados pelo aeroporto. O estudo considerou a conexão do novo ramal VLT Parangaba–Mucuripe, avaliando sua inserção urbana, operacional e funcional no sistema existente.

Foram analisadas alternativas de traçado que conectam o aeroporto à linha do VLT, considerando a articulação com o sistema viário, a ocupação urbana do entorno, a interferência em áreas consolidadas e a compatibilidade com a operação ferroviária existente.

Estrutura do EVTEA e Metodologia Adotada

O EVTEA foi estruturado a partir da elaboração integrada de estudos técnicos de engenharia, mercado, economia, social e meio ambiente, permitindo a avaliação comparativa de alternativas de implantação do ramal.

 

No campo da engenharia, foram desenvolvidos estudos de alternativas de traçado considerando a topografia e geotecnia local, infraestrutura e superestrutura ferroviária, material rodante e viabilidade econômica para a conexão com o sistema de VLT existente. As análises contemplaram diferentes soluções construtivas, traçado em nível, elevado e subterrâneo, avaliando extensão, características geométricas, sistemas de apoio à operação e capacidade operacional do sistema.

Os estudos de mercado envolveram a caracterização da oferta e da infraestrutura de transporte existente, a análise do panorama atual do VLT Parangaba–Mucuripe e a avaliação da demanda potencial associada ao Ramal Aeroporto–Castelão, considerando áreas de influência direta e indireta do empreendimento.

Avaliação Econômica e Financeira

A viabilidade econômica do projeto foi avaliada por meio da elaboração de estudos técnicos de economia, com estimativas de custos de implantação (CAPEX) para cada alternativa de traçado, custos operacionais e de manutenção (OPEX) ao longo do ciclo de vida do empreendimento e projeções de receitas tarifárias e comerciais.

Foram consideradas diversas possibilidades de modelos de implementação, incluindo o investimento direto do setor público ou parcerias com a iniciativa privada, de modo a permitir aos gestores a melhor escolha, com o maior número de informações e estudos possível.

Estudos Socioeconômicos e Benefícios Associados

O EVTEA incorporou estudos socioeconômicos voltados à avaliação dos benefícios gerados pela implantação do ramal ferroviário. Entre os aspectos analisados destacam-se a redução do tempo de deslocamento, a diminuição do tráfego de veículos individuais, a redução de emissões de poluentes e de acidentes, além da valorização imobiliária nas áreas de influência do projeto.

Foram avaliados também os efeitos sobre a arrecadação tributária e a geração temporária de emprego e renda associadas à fase de implantação do empreendimento, permitindo mensurar impactos indiretos relevantes para a economia local.

Avaliação Ambiental e Inserção Territorial

Os estudos ambientais abrangeram o diagnóstico dos meios físico, biótico e socioeconômico nas áreas de influência das alternativas de traçado. Foram avaliados impactos potenciais relacionados à implantação e à operação do ramal, incluindo interferências sobre o uso do solo, a paisagem urbana, a geração de ruídos, vibrações, resíduos e efluentes.

A análise ambiental das alternativas teve como objetivo subsidiar a escolha de soluções que minimizassem impactos negativos e orientassem o planejamento de medidas de mitigação, assegurando maior compatibilidade do empreendimento com o ambiente urbano e seus condicionantes.

Atuação da Quanta e Escopo de Responsabilidade

A Quanta atuou na elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Ramal Aeroporto–Castelão do VLT Parangaba–Mucuripe, sendo responsável pelo desenvolvimento integrado dos estudos técnicos de engenharia, mercado, economia, socioeconomia e meio ambiente.

Sua atuação compreendeu a coordenação técnica das atividades, a análise e consolidação das alternativas de traçado, a elaboração dos estudos de viabilidade e a produção dos documentos técnicos e anteprojetos necessários para subsidiar a decisão do poder público. O escopo da Quanta concentrou-se exclusivamente na fase de estudos e planejamento, não incluindo a elaboração de projetos executivos ou a execução de obras.

Relevância do Estudo para o Planejamento da Mobilidade Urbana

O EVTEA do Ramal Aeroporto–Castelão do VLT Parangaba–Mucuripe constitui um instrumento técnico fundamental para o planejamento da mobilidade urbana de Fortaleza, ao avaliar de forma integrada alternativas de conexão que melhor atenderiam a população que reside próximo  ao Aeroporto Internacional Pinto Martins e o Estádio Castelão, além de ter uma ligação rápida e economia a esses dois polos importantíssimo do estado do Ceará. Ao articular engenharia, economia, estudos socioeconômicos e avaliação ambiental, o estudo oferece base consistente para decisões públicas relacionadas à expansão do sistema de transporte coletivo e à qualificação da acessibilidade urbana.

A atuação da Quanta restringiu-se à elaboração do EVTEA, conforme estabelecido contratualmente, não abrangendo fases posteriores de projeto executivo, licenciamento ou implantação do empreendimento.

 

Fotos: Carlos Gibaja e Hiane Braum

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