Governo do Estado do Amazonas
O Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus – PROSAMIM II, deu continuidade ao processo de recuperação ambiental, urbanística e habitacional desenvolvido em Manaus, ampliando as intervenções na Bacia do Igarapé do Quarenta e em áreas relacionadas ao Educandos, ao Cajual e ao Parque São Raimundo. O programa articulou macrodrenagem, saneamento, sistema viário, habitação, urbanização, recuperação ambiental e espaços públicos, considerando a relação entre os cursos d’água, a ocupação urbana e as redes de infraestrutura da cidade.
A Quanta participou da supervisão e fiscalização das obras do PROSAMIM II, acompanhando diferentes frentes de implantação e integrando conhecimento técnico em engenharia, planejamento, meio ambiente, urbanismo e controle de obras. A atuação incluiu análise de projetos, acompanhamento físico-financeiro, controle tecnológico, medições, segurança do trabalho, supervisão ambiental e verificação da qualidade dos serviços executados.
Uma das principais áreas de intervenção do PROSAMIM II foi o Igarapé do Quarenta, em trechos compreendidos entre a Rua Maués e a Avenida Rodrigo Otávio, incluindo áreas relacionadas ao Igarapé Cajual e ao Parque São Raimundo. Nesse território, as intervenções precisaram responder simultaneamente às condições hidráulicas da bacia, à ocupação urbana consolidada e à necessidade de reorganização das redes de infraestrutura.
As obras de macrodrenagem alcançaram aproximadamente 4,03 km de extensão, com implantação de canais, galerias e estruturas destinadas ao escoamento das águas. Essas soluções foram desenvolvidas em articulação com microdrenagem, saneamento e sistema viário, permitindo tratar as diferentes infraestruturas como componentes relacionados de uma mesma intervenção territorial.
A recuperação das áreas próximas aos igarapés esteve associada à reorganização das margens e à qualificação dos espaços urbanos, buscando compatibilizar o funcionamento dos sistemas de drenagem com circulação, moradia e novos usos das áreas recuperadas.
O saneamento teve dimensão significativa no PROSAMIM II. As intervenções reuniram redes de esgotamento sanitário, sistemas de abastecimento de água, estações elevatórias e demais estruturas necessárias ao atendimento das áreas contempladas pelo programa.
Em uma das principais frentes acompanhadas, a infraestrutura de esgotamento sanitário alcançou aproximadamente 81,3 km de extensão, articulada a outros componentes do sistema sanitário. O projeto contemplou ainda estruturas de abastecimento de água e reservação, incluindo reservatórios elevados destinados ao atendimento das áreas de intervenção.
A implantação dessas redes foi coordenada com drenagem, pavimentação, vias e habitação, reduzindo conflitos entre sistemas e aproximando a execução das condições encontradas em campo. Essa integração teve papel importante em áreas onde a ocupação urbana e as características dos igarapés exigiam compatibilização permanente entre diferentes disciplinas.
A dimensão habitacional permaneceu central neste ciclo do programa. As intervenções foram acompanhadas por soluções destinadas ao reassentamento e à inserção das novas moradias em áreas dotadas de infraestrutura urbana.
Entre os conjuntos relacionados às frentes supervisionadas foram implantadas 588 unidades habitacionais, distribuídas entre o Parque Residencial Cachoeirinha, com 162 unidades; o Parque Residencial Cajual, com 216 unidades; e o Parque Residencial Liberdade, com 210 unidades.
A implantação dessas unidades esteve associada às redes de água, esgoto, drenagem, energia e circulação, conectando a política habitacional ao processo mais amplo de requalificação urbana. O reassentamento, nesse contexto, exigiu atenção às relações existentes entre moradia, acesso aos serviços, deslocamentos cotidianos e estrutura dos bairros envolvidos.
As intervenções do PROSAMIM II incluíram a implantação e reorganização de diferentes conexões viárias. Em uma das principais frentes, foram executados aproximadamente 5,72 km de sistema viário, associados às obras de drenagem e urbanização da Bacia do Igarapé do Quarenta.
O trabalho envolveu vias, pontes, pavimentação, acessos, passeios e demais estruturas necessárias à circulação nas áreas recuperadas. A integração entre sistema viário e drenagem teve importância especial diante das características da ocupação e do comportamento das águas, exigindo compatibilização entre níveis, estruturas existentes e novos elementos implantados.
Essas intervenções contribuíram para reorganizar conexões entre bairros e áreas urbanizadas, associando mobilidade às transformações físicas promovidas pelo programa.
A recuperação ambiental dos igarapés foi acompanhada pela criação e requalificação de espaços destinados ao uso coletivo. Parques, áreas esportivas, calçadas, iluminação pública, paisagismo e mobiliário urbano passaram a compor os territórios contemplados pelas intervenções.
Entre as frentes desenvolvidas está o Parque Igarapé da Freira, cuja urbanização reuniu pavimentação, redes elétricas e iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem, paisagismo e soluções urbanísticas.
A implantação desses espaços ampliou as possibilidades de circulação, permanência e convivência nas áreas recuperadas. O tratamento urbano das margens passou, assim, a considerar o uso cotidiano dos espaços e sua relação com os bairros do entorno.
A diversidade das frentes de obra exigiu acompanhamento permanente das interfaces entre projetos, estruturas existentes e condições encontradas durante a execução. A Quanta participou da supervisão, fiscalização, planejamento e controle das obras, acompanhando serviços de drenagem, saneamento, habitação, sistema viário, urbanização e recuperação ambiental.
As atividades envolveram controle de qualidade, acompanhamento de ensaios e serviços tecnológicos, análise de projetos, conferência de quantitativos, medições, segurança do trabalho, acompanhamento ambiental e apoio aos processos de recebimento das obras. A atuação interdisciplinar permitiu observar cada frente dentro do conjunto do programa e apoiar decisões necessárias à continuidade da implantação.
Essa forma de acompanhamento foi especialmente relevante em um território onde diferentes obras aconteciam de maneira articulada e interferiam diretamente na dinâmica dos bairros, dos cursos d’água e das redes urbanas existentes.
O PROSAMIM II avançou na integração de sistemas que tradicionalmente poderiam ser tratados de forma isolada. As intervenções hidráulicas foram relacionadas às redes sanitárias; as novas moradias foram conectadas à infraestrutura urbana; e as áreas recuperadas junto aos igarapés receberam espaços públicos e equipamentos voltados ao uso coletivo.
Essa abordagem permitiu tratar os desafios da Bacia do Igarapé do Quarenta a partir de diferentes dimensões, articulando engenharia, urbanização, habitação e recuperação ambiental. A escala das obras demonstra essa integração: cerca de 4,03 km de macrodrenagem, 5,72 km de sistema viário, aproximadamente 81,3 km de infraestrutura de esgotamento sanitário e 588 unidades habitacionais fizeram parte de um mesmo processo de intervenção urbana.
No PROSAMIM II, a Quanta atuou na supervisão e fiscalização das obras, contribuindo para a integração entre diferentes especialidades e para o acompanhamento das soluções implantadas em campo. Sua participação reuniu engenharia, recursos hídricos, saneamento, urbanismo, meio ambiente, habitação, planejamento e controle, apoiando a execução de um programa composto por múltiplas frentes simultâneas.
O conhecimento acumulado nas etapas anteriores do PROSAMIM contribuiu para compreender as especificidades das bacias, das redes existentes e das formas de ocupação de Manaus, fortalecendo a capacidade de acompanhar novos trechos e responder às interfaces encontradas durante a implantação.
O PROSAMIM II representa a continuidade de uma estratégia de desenvolvimento urbano baseada na relação entre água, infraestrutura, moradia e espaços de uso coletivo. Na Bacia do Igarapé do Quarenta, a recuperação dos sistemas de drenagem esteve diretamente conectada à ampliação do saneamento, à implantação de habitações, à reorganização viária e à qualificação das áreas urbanas.
Para a Quanta, o projeto aprofundou uma experiência construída em Manaus a partir da atuação em programas multissetoriais de grande escala, nos quais diferentes especialidades precisam operar de forma coordenada e responder às características específicas de cada território.
A atuação no PROSAMIM II reforçou uma abordagem interdisciplinar capaz de relacionar recursos hídricos, saneamento, habitação, mobilidade, meio ambiente e urbanização, contribuindo para soluções integradas e adequadas à complexidade urbana de Manaus.