Iniciamos nossa atuação no Programa de Resiliência Climática e Segurança Hídrica na Bacia Amazônica, desenvolvido com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiamento do Green Climate Fund (GCF) e articulação com o Governo do Estado do Amazonas, por meio da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e da área estadual de planejamento.

Foto: Reprodução
O trabalho tem como objetivo apoiar a estruturação de um conjunto de ações voltadas à segurança hídrica e à adaptação climática no estado do Amazonas. A consultoria reúne técnicas, diagnósticos, critérios de priorização e diretrizes para orientar futuras intervenções em municípios amazônicos, considerando as condições específicas da região, seus desafios de infraestrutura e a necessidade de fortalecer a gestão dos recursos hídricos diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
Diagnósticos e leitura das condições territoriais
Já estamos em campo, com equipes atuando em alguns munícipios do Amazonas, realizando levantamentos de áreas, coleta de dados e leitura das condições locais. Essa etapa é fundamental para complementar as bases secundárias, identificar lacunas de informação e compreender, junto às realidades municipais, quais problemas exigem maior atenção no desenho do projeto.
As análises contemplam áreas diretamente relacionadas à segurança hídrica e à resiliência climática, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, gestão de resíduos sólidos, qualidade da água, exposição a cheias, alagamentos, enxurradas, seca e estiagem, riscos geológicos, monitoramento hidroclimático e capacidade institucional dos municípios. Também são consideradas abordagens como Adaptação Baseada na Natureza em Ecossistemas, Gestão Integrada de Recursos Hídricos, infraestrutura sustentável e fortalecimento institucional, que orientam a construção de soluções compatíveis com as demandas locais e com a capacidade de implementação de cada município.

Foto: Prefeitura de Coari
Metodologia e priorização das intervenções
O programa será desenvolvido em etapas sequenciais. Primeiro, ocorre a definição e priorização dos municípios, com base em critérios técnicos e matriz de análise. Em seguida, será elaborado o diagnóstico consolidado, com identificação e hierarquização das principais problemáticas. Posteriormente, será estruturado o conceito estratégico de intervenção, com definição de objetivos, resultados esperados e portfólio preliminar de soluções. Por fim, o projeto será consolidado em formato de Carta Consulta, incluindo plano de implementação, orçamento, cronograma físico-financeiro, matriz de resultados e matriz de riscos.
A equipe interdisciplinar reúne profissionais de engenharia civil, engenharia ambiental, engenharia sanitarista, arquitetura e urbanismo, geografia, economia, gestão ambiental, planejamento e soluções baseadas na natureza. Essa composição permite integrar diferentes camadas de análise: infraestrutura, meio ambiente, dados territoriais, riscos climáticos, capacidade institucional e gestão pública, em uma base comum de informações.
Em uma região marcada por grandes distâncias, sazonalidade, desafios logísticos e alta exposição a eventos hidroclimáticos, planejar com base em dados consistentes é decisivo. Com esse trabalho, a Quanta contribui para a estruturação de soluções públicas mais seguras, viáveis e alinhadas às necessidades dos municípios, apoiando a gestão sustentável dos recursos hídricos e o fortalecimento da resiliência climática na Amazônia.

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