A chegada das águas do Rio São Francisco, nesta terça-feira (19), à Barragem de Oiticica, em Jucurutu, marca um passo decisivo para a segurança hídrica do Seridó potiguar. A cerimônia contou com a presença da governadora Fátima Bezerra e do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que acionou a válvula dispersora no local, oficializando a etapa de condução das vazões do Velho Chico até a região. Esse encaminhamento institucional reforça a governança do processo e a prioridade dada ao abastecimento humano e à resiliência hídrica do território.

Imagem: João Vital
Abertura da válvula dispersora em Oiticica e a contribuição técnica da Quanta no gerenciamento e supervisão
A Quanta participou ativamente, por um longo período, contribuindo com o gerenciamento, a supervisão e a fiscalização do Complexo Oiticica, apoiando o poder público na condução técnica do empreendimento. Estivemos presentes no momento que simboliza a consolidação dessa trajetória: o diretor Rui Santiago, o coordenador do contrato Mateus Aires e profissionais da equipe Quanta Oiticica acompanharam a cerimônia, registrando o compromisso da empresa com soluções de engenharia e gestão que agregam qualidade, transparência e segurança às entregas.

Nosso escopo contemplou a dimensão estrutural da barragem, abrangendo abarragem principal em concreto compactado a rolo, osbarramentos auxiliares I e II e os sistemas associados, com destaque para acapacidade de acumulação de 740 milhões de metros cúbicos. Atuamos também na frente deobras complementares, com estradas de contorno e acessos que estruturam a circulação no entorno do reservatório, favorecendo a integração territorial entre Jucurutu, Jardim de Piranhas e São Fernando. Essa base de infraestrutura foi acompanhada por controle tecnológico de materiais, supervisão de montagem de equipamentos e verificação de conformidade com as exigências técnicas, ambientais e normativas aplicáveis.

O Complexo Oiticica foi concebido como empreendimento hidrossocial. Na dimensão social, nossa contribuição abrangeu oreassentamento da comunidade de Barra de Santana para aNova Barra de Santana, planejada com177 unidades habitacionais em diferentes tipologias e com rede completa de saneamento, abastecimento de água, pavimentação e equipamentos públicos, como escola, unidade de saúde, creche, centro de comércio, quadra poliesportiva, igreja e cemitério, assegurando funcionalidade urbana e serviços essenciais às famílias reassentadas. Na dimensão produtiva, apoiamos a implantação deagrovilas em Jucurutu, Jardim de Piranhas e São Fernando, com lotes familiares, áreas para uso coletivo e arranjos voltados ao fortalecimento daagricultura familiar, com gestão sociocomunitária e apoio à organização produtiva.

No eixo ambiental e de patrimônio, conduzimos a supervisão de programas delicenciamento, reposição florestal, manejo de fauna e qualidade da água, aliados a ações dearqueologia, diagnóstico, prospecção, resgate, monitoramento e educação patrimonial de modo a mitigar impactos, preservar o acervo cultural e garantir o atendimento às condicionantes. Essas frentes foram integradas a atividades demobilização e comunicação social, com escuta ativa e interlocução permanente junto às comunidades, além detopografia eprojetos “as built” para a rastreabilidade técnica de campo.

O empreendimento dialoga diretamente com oProjeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). No sistema hidráulico, atomada d’água suplementar e o conjunto deequipamentos hidromecânicos, incluindo válvulas dispersoras do tipo Howell-Bunger, válvulas borboleta, registros e comportas de manobra, foram preparados para atender às vazões reguladas e aos parâmetros definidos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, com destaque para a vazão de referência de50 m³/s na derivação em direção ao sistema a jusante. Essa configuração assegura capacidade operacional e controle de níveis para armazenamento e distribuição. A etapa inaugurada com o acionamento da válvula na Barragem de Oiticica, sob coordenação do MIDR, insere-se nesse arranjo técnico-operacional e confirma a prioridade pública ao reforço do abastecimento do Seridó potiguar.
Ao longo dessa jornada, a Quanta manteve atuação centrada naqualidade técnica, naresponsabilidade socioambiental e naintegridade dos processos, apoiando a transformação de uma obra de engenharia em umcomplexo estruturante para o desenvolvimento regional. Registramos nosso reconhecimento ao trabalho daequipe Quanta Oiticica, profissionais de campo e de backoffice, cuja dedicação e rigor foram determinantes para o avanço consistente das entregas e para a construção de confiança entre instituições e sociedade.

A chegada das águas do São Francisco à Barragem de Oiticica inaugura um ciclo de maior segurança hídrica para o Rio Grande do Norte e consolida resultados construídos de forma coordenada entre esferas de governo e equipes técnicas. A Quanta segue à disposição, com sua experiência interdisciplinar, paraapoiar soluções de gerenciamento e engenharia que fortaleçam a resiliência hídrica e o desenvolvimento sustentável dos territórios.
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