O terceiro Café com Reforma Urbana, realizado no sábado (25/07), reuniu moradores da comunidade Risca-Faca, em Inoã, Maricá (RJ), para mais uma etapa de acompanhamento do Programa Minha Casa Mais Bonita.
Com a participação de 87 pessoas, o encontro começou com um café da manhã e seguiu com a exibição de um vídeo e uma apresentação sobre o percurso construído desde o início das atividades no território. A programação retomou os encontros anteriores e mostrou como as contribuições dos moradores vêm sendo incorporadas ao desenvolvimento das intervenções.
O Risca-Faca foi escolhido como território inicial do projeto-piloto, que articula melhorias nas residências e intervenções de urbanização. A área de atuação compreende a Rua Fernando Mendes, a Travessa Fernando Mendes e vias próximas, abrangendo aproximadamente 582 residências e 1.400 moradores.
Percurso do atendimento foi compartilhado com a comunidade
Por meio de imagens, vídeos e registros do trabalho em campo, a equipe apresentou as etapas do atendimento às famílias, desde a inscrição e as visitas técnicas e sociais até a análise das residências, a elaboração dos projetos e a execução das obras.

A apresentação mostrou a rotina da equipe interdisciplinar de arquitetura, assistência social e engenharia, permitindo que os moradores acompanhassem como as diferentes áreas atuam de forma integrada no desenvolvimento das melhorias habitacionais.
A linha do tempo retomou marcos como a chegada do contêiner territorial, a apresentação do programa, o cadastramento das famílias, as visitas técnicas, os dois primeiros Cafés com Reforma Urbana e o início das obras nas primeiras residências.

Mudanças nas fachadas e nos banheiros mostram os primeiros resultados
Durante o encontro, os moradores conheceram os primeiros resultados das intervenções habitacionais realizadas no Risca-Faca. As imagens comparativas permitiram acompanhar as mudanças nas fachadas e nos banheiros das residências atendidas.

As obras buscam qualificar as condições de segurança, salubridade, conforto e uso das moradias. O acompanhamento técnico considera as características construtivas de cada imóvel e mantém o diálogo com as famílias durante as diferentes etapas.

O processo envolve a inscrição das famílias, a realização de visitas técnicas e sociais, a análise das residências, a elaboração dos projetos e a execução das obras, com acompanhamento das equipes de arquitetura, assistência social e engenharia.

Escuta comunitária orienta os projetos para os espaços coletivos
A apresentação também retomou os resultados dos dois primeiros Cafés com Reforma Urbana e mostrou como as informações produzidas pela comunidade vêm orientando os projetos para a praça e o Terrenão.
No primeiro encontro, os moradores participaram de uma reflexão sobre a diferença entre favor, benefício e direito, relacionando a moradia digna a temas como saúde, segurança, saneamento, educação, mobilidade e infraestrutura urbana. A principal atividade foi a construção de um mapeamento afetivo, por meio do qual a população identificou problemas, potencialidades e espaços importantes para a vida comunitária.

O segundo encontro, denominado Risca-Faca dos Sonhos, deu continuidade ao processo com desenhos, colagens e conversas em grupo. A atividade reuniu as expectativas dos moradores sobre as melhorias desejadas e ajudou a construir uma leitura coletiva das possibilidades para o território.

Propostas apresentam novos usos para a praça e o Terrenão
A partir desse conjunto de informações, foram desenvolvidas propostas para os acessos, o parquinho, a horta comunitária, as lixeiras, a pista de skate, a quadra esportiva, a academia ao ar livre, os pergolados e as estruturas de drenagem.
Durante o terceiro Café, os moradores acompanharam comparativos entre as condições anteriores dos espaços, as melhorias já realizadas em alguns pontos e as propostas de intervenção. A apresentação permitiu visualizar como as contribuições compartilhadas pela comunidade foram incorporadas aos projetos de arquitetura, urbanismo e infraestrutura.
A proposta para o parquinho considera a qualificação de um espaço voltado à convivência e às atividades infantis. A intervenção busca organizar o ambiente e ampliar as possibilidades de uso pelas crianças e famílias da comunidade.

Para a pista de skate e a quadra esportiva, os projetos propõem a melhoria de áreas destinadas ao esporte e ao encontro entre diferentes faixas etárias. As propostas procuram reconhecer práticas já presentes no território e criar condições mais adequadas para sua continuidade. A horta comunitária aparece como um espaço de cultivo, convivência e construção coletiva. Já os pergolados e a academia ao ar livre ampliam as possibilidades de permanência, descanso e atividade física nos espaços comuns.
As propostas incluem ainda melhorias nos acessos, nas lixeiras e nas estruturas de drenagem, articulando a qualificação dos espaços de convivência às necessidades de circulação, limpeza urbana e escoamento das águas. A resposta dos moradores aos projetos foi positiva, reforçando a importância de manter o planejamento conectado às experiências, prioridades e formas de uso reconhecidas por quem vive o Risca-Faca.

Devolutiva fortalece o diálogo com a comunidade
A apresentação do andamento das atividades contribui para manter as famílias informadas, esclarecer dúvidas e fortalecer a transparência durante o desenvolvimento do programa. Ao final da programação, a equipe abriu espaço para perguntas sobre os projetos das residências, o andamento das obras, o perímetro contemplado, as intervenções previstas para as ruas, as fachadas, os banheiros e as próximas etapas.
Entre os assuntos abordados estavam a escolha das cores das fachadas, os prazos para elaboração dos projetos e início das obras, a possibilidade de inclusão de outros ambientes, as melhorias previstas para as ruas e questões relacionadas aos endereços e ao CEP.

O encontro abriu espaço para perguntas e esclarecimentos sobre as melhorias habitacionais, os projetos urbanos e as próximas etapas do programa. Reforçando a importância de uma comunicação ampla, da valorização dos saberes da comunidade e da participação dos moradores no acompanhamento das intervenções.
Atuação integrada no território
O Programa Minha Casa Mais Bonita é desenvolvido pela Prefeitura de Maricá, com a participação da Secretaria Especial de Promoção das Comunidades, da Secretaria de Habitação, do Gabinete do Povo e da Secretaria de Comunicação. A iniciativa conta com gerenciamento e supervisão da Quanta Consultoria, que acompanha as ações técnicas e sociais desenvolvidas no território.
Vem aí um novo encontro em setembro
O próximo Café com Reforma Urbana será realizado no dia 26 de setembro, na quadra da pracinha do Risca-Faca, dando continuidade ao acompanhamento participativo das ações desenvolvidas no Risca-Faca.

Conheça o Programa Minha Casa Mais Bonita e confira outros detalhes da atuação no portfólio da Quanta Consultoria.