Projetos complexos exigem informação organizada, integração entre disciplinas e decisões bem fundamentadas. É nesse contexto que o BIM (Building Information Modeling) vem sendo incorporado à metodologia da Quanta, fortalecendo a compatibilização técnica, a rastreabilidade dos dados e a gestão das informações ao longo do processo.
Na prática, diferente dos métodos tradicionais, em que o projeto é representado por desenhos e documentos separados, o BIM organiza o empreendimento como um modelo integrado. Cada elemento deixa de ser apenas uma linha ou símbolo e passa a carregar dados reais: como quantitativos, especificações, custos, prazos e informações técnicas. Isso permite trabalhar com uma leitura mais completa e consistente ao longo de todo o desenvolvimento.

Projeto do Parque Inundável de Maricá
Já a modelagem em BIM, funciona como referência comum para todas as disciplinas: arquitetura, engenharia, urbanismo, meio ambiente, orçamento e gerenciamento passam a atuar sobre a mesma base de informação, com dados compatibilizados e rastreáveis.Na prática, isso melhora a coordenação entre equipes e permite identificar interferências ainda na fase de projeto, como conflitos entre estrutura e instalações. Esse tipo de antecipação reduz retrabalhos, melhora a previsibilidade e contribui para manter o alinhamento entre escopo, custo e cronograma.
A centralização das informações impacta diretamente a gestão dos contratos: quantitativos, pranchas e documentação são extraídos do próprio modelo e atualizados conforme o projeto evolui. As alterações ficam registradas com histórico completo de mudanças, ampliando o controle e a transparência, o que é especialmente relevante em projetos públicos. Isso também reduz etapas manuais, liberando as equipes para o desenvolvimento técnico.

Esse processo se conecta ao uso de ambientes comuns de dados (CDE), que permitem o acesso simultâneo às informações por diferentes equipes, mantendo versões atualizadas e evitando o uso de arquivos desatualizados. Com isso, a tomada de decisão passa a se apoiar em dados consistentes e compartilhados.
A adoção do BIM na Quanta acompanha o avanço do contexto regulatório brasileiro, como a Estratégia BIM BR, o Decreto nº 10.306/2020, o Decreto nº 11.888/2024 e a Lei nº 14.133/2021, que reforçam o uso da metodologia em obras e serviços de engenharia.Ao consolidar o BIM como padrão interno, a Quanta se posiciona alinhada a essas exigências e preparada para um mercado que avança progressivamente nessa direção, tanto em contratações públicas quanto nas demandas de clientes privados.
Na prática, a metodologia já vem sendo aplicada em projetos da Quanta. São iniciativas que exigem articulação interdisciplinar e gestão contínua das informações ao longo de todas as etapas.O BIM também se articula com tecnologias utilizadas pela Quanta, como drones em levantamentos topográficos, geração de nuvens de pontos elaser scanning em projetos de reforma. Esses recursos permitem capturar a realidade com mais precisão e garantir maior fidelidade entre o modelo digital e as condições existentes.
Internamente, a implantação vem sendo conduzida por meio do Plano de Implantação BIM, com diagnóstico de maturidade, capacitação das equipes e revisão dos fluxos de trabalho. A mudança envolve áreas técnicas e de suporte, promovendo uma atuação mais integrada e simultânea entre disciplinas.
Com isso, o projeto passa a ser desenvolvido de forma mais conectada, com decisões construídas sobre uma base compartilhada. O BIM apoia uma atuação mais precisa, com maior controle das informações, melhor comunicação entre equipes e entregas mais consistentes.

Imagens dos treinamentos internos no ambiente CDE
“Implantar BIM é também desenvolver novas formas de colaboração. Esse processo estimula atualização técnica, revisão de fluxos e integração entre equipes, fortalecendo uma cultura de aprendizado contínuo e inovação aplicada aos projetos.”
— Marina Bastos, Diretora da Quanta.
Formada em Engenharia Civil (UFJF), com pós em Segurança do Trabalho (UFMG) e Administração Pública (FGV), mestre em Engenharia de Transportes (IME), gestora de contratos estratégicos relacionados a desenvolvimento urbano e regional.