Uma leitura do Complexo que pode começar na barragem, mas atravessa todo Seridó
O Complexo Hidrossocial Barragem Oiticica vem se consolidando como um território de aprendizagem, escuta e partilha de saberes. Ao longo dos últimos anos, o empreendimento tem recebido visitas técnicas, acadêmicas e institucionais de universidades, institutos federais, órgãos públicos, pesquisadores, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades interessadas em conhecer, de perto, as muitas camadas que compõem sua implantação e gestão.
A experiência propõe uma leitura ampliada de Oiticica. O percurso pode começar na infraestrutura hídrica, mas não se encerra nela. A barragem se conecta à vida do território, ao reassentamento urbano, à gestão socioambiental, à proteção do patrimônio arqueológico, ao acompanhamento jurídico e institucional, à gestão das águas e ao diálogo permanente com as pessoas que vivem, constroem e atravessam o Seridó.
Em Oiticica, conhecer a obra é também compreender suas relações com a memória, a permanência, o deslocamento, o cuidado ambiental e os modos de vida do semiárido.

Um roteiro por dentro de Oiticica: da barragem à Nova Barra de Santana
Sob a condução da Quanta, as visitas são acompanhadas por uma equipe interdisciplinarformada por profissionais das áreas de engenharia civil, engenharia ambiental, biologia, serviço social e direito. Ao longo do percurso, esses profissionais compartilham experiências construídas em campo e ajudam os participantes a compreender o Complexo Oiticica a partir de diferentes olhares.
Durante a programação, estudantes, professores, pesquisadores e profissionais em formação conhecem as estruturas de engenharia da barragem, mas também percorrem outros espaços que revelam a amplitude do empreendimento. A visita inclui a Nova Barra de Santana, onde são apresentadas histórias, desafios e aprendizados do processo de reassentamento, além das ações de monitoramento ambiental, medidas de mitigação e salvaguarda, resgate e acompanhamento arqueológico e estratégias de gestão que deram suporte à implantação do Complexo.

Em campo, estudantes conhecem os desafios da engenharia, da gestão ambiental e da atuação social
A proposta das visitas é aproximar estudantes, professores e pesquisadores das práticas aplicadas em campo.Ao percorrer os diferentes pontos do Complexo, os participantes têm contato com temas que muitas vezes aparecem de forma separada na formação acadêmica, mas que, em Oiticica, precisam ser lidos de maneira integrada.
Planejamento, acompanhamento técnico, gestão hídrica, resgate arqueológico, reassentamento, articulação institucional e gestão socioambiental aparecem como partes de um mesmo processo. A visita, nesse sentido, funciona como uma oportunidade de observar como diferentes áreas do conhecimento se encontram na prática profissional.
Ao longo dos últimos anos, o Complexo recebeu turmas, grupos de pesquisa e profissionais vinculados a diferentes áreas, como engenharias, geografia, arqueologia, meio ambiente, gestão pública, ciências sociais e campos afins. Também participaram representantes de órgãos públicos, movimentos sociais, comunidades diretamente relacionadas ao território, a Cáritas Diocesana e seus projetos de atuação social.
Para Mateus Aires, coordenador executivo do contrato do Complexo Hidrossocial Barragem Oiticica, receber estudantes e pesquisadores é também uma forma de compartilhar a experiência construída no dia a dia do empreendimento.
“As visitas permitem compartilhar experiências, desafios e soluções reais que envolvem engenharia, meio ambiente, gestão pública e atuação social. Ver o interesse dos estudantes reforça a importância de aproximar a academia das grandes obras de infraestrutura e de contribuir para a formação de futuros profissionais.”
Jorge Mateus Aires, engenheiro e coordenador executivo do projeto

Universidade, pesquisa, gestão pública e comunidade se encontram no território de Oiticica
Instituições como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e a Universidade Potiguar (UnP), além de instituições governamentais como a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (SEMARH/RN), o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN) e a Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE/RN), já participaram de atividades relacionadas ao empreendimento.
As visitas também contam com a presença de movimentos sociais, representantes comunitários, organizações da sociedade civil e da Cáritas Diocesana, ampliando o diálogo entre conhecimento técnico, gestão pública, pesquisa, vivência comunitária e compromisso social.
As atividades envolveram turmas de graduação, pós-graduação e mestrado, pesquisadores, órgãos públicos e comunidades, reforçando o papel do Complexo Hidrossocial Barragem Oiticica como ambiente de aprendizagem multidisciplinar e de aproximação entre ensino, pesquisa, gestão e atuação em campo.

A experiência acumulada no Complexo também se transforma em conhecimento compartilhado
Para a Quanta, contribuir com esses momentos de formação é também compartilhar a experiência acumulada no gerenciamento de um empreendimento hídrico de grande relevância para o Nordeste.
A difusão do conhecimento técnico fortalece o diálogo entre prática profissional, ensino, pesquisa, gestão pública e participação social. Ao abrir o Complexo para visitas técnicas, acadêmicas e institucionais, Oiticica também se afirma como um lugar onde a experiência em campo ajuda a formar novos olhares sobre engenharia, meio ambiente, gestão hídrica, território, arqueologia e atuação social.

📌 Para agendamento de visitas, a instituição interessada deverá encaminhar solicitação à SEMARH/RN por meio do e-mail coinfra25@gmail.com, informando a data pretendida, a instituição solicitante, a disciplina do curso, quando houver, e o número de visitantes.